RESENHA: HALF BAD - SALLY GREEN
Half Bad é um livro que chama a atenção de cara. Gera muita curiosidade o fato de seus direitos terem sido vendidos para mais de 45 idiomas e isso antes mesmo do seu lançamento.
A trama gira em torno de Nathan, um meio-código (metade luz, metade sombra) que perdeu sua mãe, uma bruxa da luz, quando ela se suicidou. Seu pai é o bruxo das sombras mais cruel e poderoso. Tão poderoso, que o Conselho dos bruxos da luz o procura até hoje e Nathan nunca teve a oportunidade de conhecê-lo.
Vivendo com a avó e com os irmãos por parte de mãe, o garoto passa constantemente por testes, para tentarem identificar qual lado se manifesta dentro dele. O preconceito com um meio-código é muito grande e o proíbem até mesmo de manter contato com bruxos da luz que não sejam seus familiares.
Ao completarem 17 anos, todos os bruxos passam por uma cerimônia, onde seus dons são revelados, assim como o lado (luz ou sombra). Se o lado das sombras se manifesta, o Conselho dos bruxos da luz os punem com a morte.
Nathan acaba sentindo medo de ter seu lado sombra se manifestando e foge a procura do pai, pois só ele poderá dar os três presentes e um pouco do seu sangue para o garoto ter seu poder e se manter vivo. Caso ele não consiga encontra-lo antes do seu aniversário, seu destino será a morte.
Diferente de qualquer história de bruxos que eu já li, Half Bad tem uma pegada bem sombria, com partes bem fortes de tortura. Não é um livro para qualquer um. Ao ler a sinopse do livro, me lembrei de Harry Potter e esperei que a autora se inspirasse na história. Aliás, acho bem difícil alguém conseguir escrever uma trama com bruxos sem se inspirar na série.
Sally Green não só pegou elementos de Harry Potter, como também pegou de muitos outros livros de sucesso. Notamos isso na parte do sangue, essa necessidade de tomar sangue vem dos vampiros e colocar isso em uma história de bruxos foi bem corajoso.
No final, acabamos concluindo que esse “atirar para todos os lados” foi uma jogada bem sucedida e pegando um pouquinho daqui e um pouquinho dali, Sally criou sua própria história, com uma pegada diferente de todas as outras.
A capa é de uma criatividade sem igual. Preta na frente representando o lado das sombras e com a contracapa branca representando o lado da luz. O título é em alto relevo e de cor prateada. Bem bonita mesmo. A intrínseca está de parabéns!
Com uma história de bruxos bem diferentes das que estamos habituados a ver, Sally manteve a adrenalina e ação durante todo o livro, trazendo ao leitor uma leitura satisfatória e o deixando sedento pela sequencia dessa trilogia que promete virar uma febre.
Leiam e aguardem, pois um filme está sendo produzido pela Fox e aposto que será um grande sucesso cinematográfico, assim como está sendo o livro.


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