RESENHA: A SELEÇÃO - KIERA CASS
“A Seleção” conta a história dos Estados Unidos,
300 anos a frente, pós 4ª Guerra Mundial, e apesar de ser contada no futuro, o
país que agora se chama Iléa, voltou a ser uma monarquia e todos os seus
valores são remetidos ao passado.
Iléa é uma junção dos antigos Estados Unidos,
Canadá, parte do México e alguns outros países da América Latina. Ganhou esse
nome graças a seu fundador, Gregory Iléa, que “salvou o povo” da colonização
chinesa que tomara o poder na época devido a uma gigantesca dívida externa.
Gregory programou um sistema de castas que vão de Um a Oito: a riqueza, o
status, a fama, o prestígio e até a tecnologia ficaram estancadas nas três
primeiras castas, enquanto o restante da população sofre com a fome e outras
mazelas.
Isso acarretou a ira do povo, que se rebela sempre
contra essa imposição da monarquia. E o principal fato é que a realeza só teve filhos
homens por quatro gerações consecutivas. Para apaziguar as ideias com os
desfavorecidos, fora criado o reality show “A Seleção”, que seleciona uma
garota de cada província – 35 no total – para que uma plebeia se case com o
nobre príncipe da vez. Muito lindo para ser realidade, não é?
Essa seria a chance de mudar a vida de qualquer
uma, mas não é esse o destino que nossa queridíssima America Singer quer para
ela mesma. America tem 17 anos, é uma Cinco e é loucamente apaixonada por um
Seis; o que é um crime nessa nova sociedade, já que pessoas de castas
diferentes não podem se relacionarem antes dos 18 anos e sem pagar uma papelada
burocrática ao governo para que possam se casar.
Ela vive um romance escondido e sua mãe jamais
aceitaria. Ela quer um futuro de Três para cima para sua filha, e vê na Seleção
a sorte da virada, seria como ganhar na loteria.
Todos insistem para que ela se inscreva, até Aspen
(seu namorado, o Seis) que teme que ela se arrependa no futuro por não ter
participado. Ela acaba cedendo, pensando que não será selecionada, já que todas
as garotas de Iléa também participarão.
Enfim, ela é selecionada e vai para o castelo com
dez pedras na mão e com um pensamento na cabeça: “Que tipo de homem é Maxon (o
príncipe) que precisa de um reality show para se envolver com uma mulher? Ele
não serve para mim...”. Mas ao se encontrar com ele, ela vai mudando sua
concepção dos fatos: ele é bonito, gentil, rico, carinhoso e totalmente o
oposto do que ela havia imaginado.
A simplicidade de America encanta o príncipe e ela
muda todo o rumo da competição. As outras garotas vão começar a entender que
nossa protagonista será um alvo imbatível, mesmo sem querer batalhar pelo
coração de Maxon. E é assim que America começará a ficar dividida entre um
plebeu e um nobre.
“A Seleção” é o primeiro capítulo de uma trilogia
fantástica. Uma distopia com alguns aspectos que se assemelham a “Jogos
Vorazes”, mas de conteúdo totalmente inédito. Esta é a melhor saga de livros
que li em cinco anos.
A trama é simples, bem costurada, tem drama, ação,
romance, segredos e intrigas na medida certa. Kiera Cass conta a história da
protagonista como se fosse sua melhor amiga lhe contando a história da vida
dela.
Super indico esse livro para quem está iniciando o
hábito de leitura ou até mesmo para quem não gosta muito de ler. Não há como
não ficar dividido com as escolhas da personagem.
Será que depois da Seleção, America começará a
desejar tudo aquilo que ela jamais imaginou que poderia ter?

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