RESENHA: A CIDADE DOS SEGREDOS - SASHA GOULD
Laura vive em um convento desde que sua mãe morreu, há seis anos. Ela
acha aquilo tudo muito entediante e há um controle rígido demais no
local, fazendo com que ela receba poucas cartas que sua irmã lhe envia.
Logo
Laura se surpreende com a boa notícia de que voltará para casa, mas ela
não poderia imaginar o que lhe esperava em seu lar: o corpo de sua irmã
dentro de um caixão.
Causou estranheza o fato de que Beatrice tenha morrido afogada, já que ela era uma excelente nadadora.
À
beira da falência, o pai de Laura a obriga se casar com o noivo da
falecida irmã. Porém, quando ela conhece seu futuro marido, fica
enojada. Quando tudo parece estar perdido, uma sociedade secreta
composta por mulheres mascaradas lhe oferece ajuda para livrar-se de seu
pretendente, Vincenzo, um velho ranzinza e controlador. Será que Laura
deve mesmo confiar na “Segreta”?
Já no começo do livro eu
tive uma decepção com a protagonista e não admirar o personagem
principal da história é totalmente desanimador. No convento, Laura vivia falando de sua irmã e de toda a saudade que sentia, mas ela não me passou tristeza quando foi obrigada a se casar com o noivo de Beatrice. Aceitou tudo com muita facilidade. Ela só se mostra revoltada no momento em que vê Vicenzo e percebe que ele é um homem bem mais velho do que pensava.
O livro é uma montanha-russa. Pensei em
desistir de lê-lo muitas vezes, mas algumas reviravoltas me fizeram
prosseguir. Muitos segredos são revelados, alguns bem previsíveis e
outros surpreendentes.
Situações improváveis e atitudes
desnecessárias da protagonista me fizeram pensar que a autora subestimou
a inteligência de seus leitores. Está certo que é apenas ficção, mas
tem de haver um mínimo de coerência.
Então chego à conclusão
de que, com uma história que tinha tudo para dar certo, Sasha Gould se
perdeu por diversas vezes e criou um livro confuso com uma narrativa
mediana.
Não sei se sentirei vontade de ler a sua continuação. Talvez eu dê uma chance, mas estarei sem expectativa nenhuma.
Não sei se sentirei vontade de ler a sua continuação. Talvez eu dê uma chance, mas estarei sem expectativa nenhuma.

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